Quarta edição do Festival Água Viva reúne alunos, famílias e apoiadores
Os festivais de natação do Projeto Água Viva são momentos de encontro e celebração. No dia 11 de outubro de 2025, a quarta edição do evento reafirmou esse espírito, reunindo 250 crianças em atividades na piscina e fora dela.
Para a equipe do Projeto, o Festival é também uma oportunidade de compartilhar os resultados do trabalho desenvolvido ao longo do ano. “A realização de mais uma edição do Festival traz um sentimento de consolidação e constância do Projeto Água Viva. É muito bom ver que, a cada ano, as pessoas chegam para participar com o entusiasmo renovado. Isso nos dá muita força para continuar”, comenta Miguel Antunes, coordenador pedagógico do Água Viva.
As crianças participaram de mais de 50 séries, nadando 25 ou 50 metros nos estilos crawl, costas e peito. As provas não tiveram caráter competitivo. Todos os participantes receberam medalhas como lembrança. Fora da piscina, brinquedos, pipoca, sorvete e algodão doce animaram o público em um clima de confraternização pelo Dia das Crianças.
Durante o evento, os alunos mais novos ou recém-ingressos contaram com a atenção dos professores Cibele Fernandes e Thiago Pais, que acompanharam cada turma dentro da piscina. No entorno, os professores Janaína Carreira e André Guimarães coordenaram o balizamento. Os atletas da Equipe AAEEVA, formada em 2024 para preparar jovens para provas competitivas, também participaram, auxiliando na organização e na entrega das medalhas.
Miguel Antunes destaca que o festival representa mais do que uma mostra do aprendizado dos alunos. “Cada festival tem sido uma celebração da família, do Projeto Água Viva e da AAEEVA. Hoje temos o Projeto Água Viva, que ensina as crianças a nadar, e o Projeto Equipe AAEEVA. E os atletas da Equipe estão aqui ajudando no Festival, distribuindo medalhas, motivando os colegas. É uma semente para elas sentirem-se parte disso e também para irem se formando como cidadãos. Talvez, no futuro, quando adultos, eles possam participar desse projeto ou de outras iniciativas que promovam o esporte, a saúde e os valores que promovemos aqui na AAEEVA.”
Orgulhosos e devidamente uniformizados, os integrantes da Equipe AAEEVA vivenciaram o evento sob outra perspectiva. Lívia Correia Balbino dos Santos, de 13 anos, conta: “Estou nos projetos da AAEEVA há quatro anos. É muito legal saber que eu já estive aqui quando era menor, nadando no Festival, e agora estou colaborando no evento. Estou muito feliz em ajudar meus professores, porque eles também me ajudaram muito. Eles são incríveis.” Enzo Gabriel Honório, também da Equipe, completa: “É muito legal fazer parte da organização do Festival, poder ajudar as crianças que estão aprendendo e ver que elas estão evoluindo também.”
Visitantes
Além de atletas e familiares, o evento recebeu visitantes e convidados. A secretária de Esportes e Promoção da Qualidade de Vida de Botucatu, Clarita Balestrin, acompanhou o festival e elogiou a iniciativa. “Esse projeto é uma referência para nós. Talvez a possibilidade da prática esportiva nem fosse visualizada pelas famílias que o Projeto Água Viva consegue atender. Além disso, os profissionais que trabalham no Água Viva são referência na natação em Botucatu. Sem dúvida, essa é uma semente muito forte para que possamos fazer brotar novos talentos nessa modalidade, que sempre foi muito importante no município. E, quando olho para fora da piscina, vejo o quanto os pais e familiares estão envolvidos nisso tudo. Podemos dizer que esse é um projeto que fortalece a prática esportiva junto às famílias atendidas.”
Entre os visitantes estava também Claudenir Celestino de Jesus, bombeiro da reserva e membro da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), que foi torcer pela sobrinha, estreante no Projeto. “É um projeto excelente. Não são todas as famílias que têm condições de pagar um clube particular ou colocar seus filhos numa escola de natação. Além de não ter custo para as famílias, o Água Viva proporciona que as crianças aprendam com professores de alto nível, profissionais que treinam equipes campeãs, que têm uma grande bagagem”, afirmou.
Praticante da modalidade esportiva Life Saving, voltada à prevenção de afogamentos, Claudenir já ministrou palestras para a Equipe AAEEVA e conhece bem o Projeto Água Viva. Ele lembra que o afogamento é uma das principais causas de morte no Brasil, especialmente entre crianças e adolescentes. “Sei que mais de mil crianças já passaram pelo Água Viva. Em tese, são mil pessoas que nunca vão se afogar.”
As famílias
Para muitas famílias, o festival é a primeira oportunidade de acompanhar o desempenho das crianças. Juliana Prates Colaute, mãe da Lorena, de 7 anos, que começou no Projeto Água Viva há um mês, contou: “A Lorena está tendo um desenvolvimento maravilhoso. Ela não sabia nadar. Aprendeu aqui e está indo muito bem. Acho que o projeto ajuda as crianças a terem foco e boas experiências. Ajuda também na questão de prevenir afogamentos. Estamos muito felizes de participar. Os professores são acolhedores e muito capacitados. Fomos recebidos de braços abertos. Ficamos cinco meses esperando pela vaga, mas compensou demais.” Enrolada na toalha e saboreando um picolé, Lorena resumiu a experiência: “Gostei de nadar no Festival. Foi bem legal.”
Angélica Ferreira de Oliveira, mãe do João Pedro, de 10 anos, relatou mudanças positivas no filho. “Está sendo muito motivador para ele. O João Pedro melhorou postura, respiração, ficou mais independente. O projeto está sendo de grande ajuda. É a segunda vez que ele participa do festival e ele nadou muito bem. Fiquei feliz e orgulhosa por ver a competência dele.” João Pedro concordou: “Gosto muito do projeto. Já estou nadando bem melhor do que quando comecei. Hoje, fiquei um pouco nervoso no início, mas consegui nadar bem.”
Priscila Cristina Bonassi, mãe da Julia, aluna há oito meses, também aprovou os resultados. “A Julia já mergulhava, mas não sabia nadar. Hoje até fiquei impressionada porque ela nadou muito rápido!”. Julia, em seu primeiro festival, contou: “Eu gosto de nadar e fiz um monte de amigos no Projeto Água Viva. Hoje fiquei um pouco nervosa, mas consegui. Foi muito legal! Estou feliz com a medalha e vou guardá-la no meu quarto.”
Roberto Alves Dutra, pai de Sofia e Débora, de 7 e 8 anos, destacou o papel educativo do projeto. “Acredito que é uma motivação muito grande de aprendizado de uma atividade que é boa, tanto pelo gosto pelo esporte quanto pela saúde. É uma grande oportunidade que elas estão tendo. Ao ver as duas nadando a gente se emociona e se realiza também. Ficamos felizes vendo que elas estão felizes. É muito bom.” Débora, animada, contou: “Foi muito legal nadar com torcida. Deu um friozinho na barriga, mas eu fiquei pensando: tenho que ganhar essa medalha. Fiquei muito feliz”.
Perspectivas
A presidente da AAEEVA, Dora Martins, avaliou o impacto do Projeto Água Viva e falou sobre os próximos passos. “É muito gratificante realizar esse trabalho. No Festival podemos ver a alegria dos pais e das crianças. Pelo Projeto Água Viva já passaram mais de mil crianças. Temos várias histórias bonitas, de crianças que vieram por indicação médica e tiveram uma melhora muito grande na sua saúde. Nossa causa é bastante consciente e concreta. Está acontecendo há mais de quatro anos. Está consolidada, é séria e está causando um efeito na sociedade. Nossos objetivos são claros e eles estão sendo atingidos.”
Dora explicou que o Projeto Água Viva tem hoje uma lista de interesse grande e que a Associação planeja ampliar sua capacidade. “Estamos entrando numa nova fase, que queremos consolidar em 2026, realizando a captação de recursos para construirmos o nosso complexo aquático. Já recebemos uma área em doação e agora vamos precisar de recursos para conseguir realizar essa construção.”
A equipe da AAEEVA se prepara para esse novo desafio, confiante no impacto do Projeto Água Viva e na motivação das crianças. Como disse Débora, orgulhosa de sua medalha: “Adoro o Projeto Água Viva. É muito legal vir aqui. Outro dia tive um sonho em que eu mergulhei e fui nadando longe, bem longe, e até quebrei um recorde mundial. Contei esse sonho para minha amiga e ela me disse que os sonhos podem virar realidade.”

